O YouTube comemora seu 20º aniversário como o “novo rei de todas as mídias”, superando até mesmo os maiores nomes de Hollywood em alcance e influência, segundo uma análise da renomada firma de pesquisa Wall Street, MoffettNathanson. E o melhor: ainda há muito espaço para crescer. Em 2024, a plataforma já ocupava o segundo lugar em receita entre as empresas de mídia, com US$ 54,2 bilhões, ficando atrás apenas da Disney. Mas, em 2025, deve assumir a liderança, excluindo parques temáticos e vendas de produtos da Disney, consolidando-se não só em engajamento, mas também em faturamento.
Se fosse um negócio independente, o YouTube valeria entre US$ 475 bilhões e US$ 550 bilhões — cerca de 30% do valor atual da Alphabet, sua controladora. Essa estimativa considera múltiplos de receita de gigantes como Netflix (10,5x), Meta (8,8x) e Disney (1,3x). Além disso, em fevereiro de 2025, o YouTube se tornou pela segunda vez a maior fonte de conteúdo para TV nos EUA, ultrapassando rivais tradicionais e até a líder de streaming, Netflix, de acordo com a Nielsen.
Segundo Michael Nathanson, analista da MoffettNathanson, o YouTube ainda tem um potencial subexplorado, especialmente na monetização de seu alcance massivo na TV. “A plataforma pode se tornar o principal agregador de vídeos profissionais, ampliando ainda mais sua vantagem sobre a concorrência”, destacou. Em 2024, o YouTube faturou US$ 36,15 bilhões em anúncios (alta de 15%) e superou US$ 15 bilhões em assinaturas, impulsionado pelo YouTube TV, Premium e Music Premium, que juntos somam mais de 125 milhões de usuários.
Para os próximos anos, a expectativa é que as assinaturas continuem crescendo mais rápido que os anúncios, com o YouTube TV dominando 10% do mercado de TV paga nos EUA (US$ 85 bilhões). Até 2026, com a decadência das operadoras tradicionais, a plataforma deve se consolidar como líder, melhorando seu poder de negociação com emissoras e abrindo espaço para ajustes de preços. Nathanson sugere até a criação de um pacote mais enxuto, combinando canais de TV, esportes e streamings como Hulu e Paramount+.
Em termos de lucratividade, o YouTube gerou US$ 7,8 bilhões em lucro operacional em 2024 (margem de 14%), com projeção de saltar para US$ 10,2 bilhões (16%) em 2025. Até 2027, a margem pode chegar a 18%, impulsionada pelo crescimento das assinaturas. O analista ainda cobrou maior transparência da Alphabet sobre os números do YouTube, já que a empresa divulga apenas dados pontuais. Uma coisa é certa: duas décadas depois, o gigante dos vídeos está mais forte do que nunca — e com um futuro ainda mais promissor.
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Este artigo foi inspirado no original disponível em variety.com
YOUTUBE DOMINOU A MÍDIA?
PARCIALMENTE