Novo CEO da Intel, Lip-Bu Tan, Promete Inovação Focada em Engenharia e Clientes, Mas Revelações Esperadas Ficam de Lado no Intel Vision 2025

O novo CEO da Intel, Lip-Bu Tan, não fugiu dos problemas em sua primeira apresentação no evento Intel Vision 2025, realizado ontem. Ele reconheceu os fracassos da empresa, mas prometeu um futuro mais promissor, graças a uma nova postura focada em engenharia e agilidade. A questão é: será que sua visão é realmente diferente da de Pat Gelsinger, o ex-CEO que deixou o cargo recentemente?

Tan começou seu discurso com humildade, admitindo que a Intel “não atingiu as expectativas”, tem “muito trabalho pela frente” e precisa “corrigir erros do passado”. Ele também reconheceu que a empresa perdeu talentos importantes nos últimos anos e que foi difícil ver a Intel enfrentando tantas dificuldades.

Sua solução? Retomar a essência da Intel como uma “empresa guiada pela engenharia”. A ideia parece boa, mas soa familiar – afinal, era o mesmo discurso de Gelsinger quando assumiu o comando. Na época, sua chegada foi celebrada como um alívio: finalmente, um engenheiro, e não um profissional de marketing, estava no comando.

Mas Gelsinger saiu, e agora resta a pergunta: o que mudou desta vez? Tan não deu muitos detalhes. Não anunciou novos chips revolucionários, nem clientes estratégicos para a divisão de fundição de chips (foundry). Quem esperava grandes revelações saiu decepcionado.

O que ele destacou, então? Uma mudança significativa na abordagem de desenvolvimento de produtos. No passado, a Intel partia do hardware para depois pensar no software. Agora, a empresa vai começar pelas necessidades dos clientes e desenvolver soluções sob medida. “O mundo mudou, e precisamos inverter essa lógica”, afirmou Tan.

Além disso, ele prometeu uma Intel mais centrada no cliente: “Vamos reinventar nossa forma de nos relacionar com os clientes, e isso começa hoje.” Embora não tenha anunciado novidades concretas, Tan reafirmou o compromisso com o lançamento do processador Panther Lake, fabricado no novo processo 18A ainda este ano.

No que diz respeito ao negócio de fundição, ele evitou nomes, mas sugeriu que já tem parceiros importantes confirmados. “Precisamos de dois ou três clientes-chave, que nos ajudarão a melhorar desempenho e eficiência – e eu os conheço muito bem”, disse. Será que Nvidia, AMD ou até mesmo Apple estão nessa lista? A capacidade de Tan em conquistar esses clientes pode definir não só seu sucesso, mas também o futuro da Intel.


Este artigo foi inspirado no original disponível em pcgamer.com.

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