Amy Sherman-Palladino Une Universos no PaleyFest com Estrelas de “Gilmore Girls”, “The Marvelous Mrs. Maisel” e “Étoile”

É o universo de Amy Sherman-Palladino, e nós somos meros espectadores. Pelo menos essa foi a sensação no painel do PaleyFest em Los Angeles, que celebrou os sucessos da criadora de Gilmore Girls e The Marvelous Mrs. Maisel, além de antecipar sua nova comédia sobre balé, Étoile. Sherman-Palladino foi recebida com aplausos estrondosos e uma ovação de pé no Dolby Theater, em Hollywood, no último sábado. Sorridente, ela acenou para a plateia enquanto caminhava pelo palco, visivelmente emocionada por reunir seu elenco como os Vingadores. Mas admitiu que teve dificuldade em se concentrar na grandiosidade do momento. “Desculpem, passei o tapete vermelho admirando o bumbum da Lauren e os seios da Rachel. Todo mundo queria falar sobre falas que me marcavam”, brincou ao se sentar no painel “multiverso”, cercada por estrelas como Luke Kirby, Alex Borstein, Rachel Brosnahan, Kelly Bishop, Lauren Graham, Charlotte Gainsbourg, Lou de Laâge e seu marido, Daniel Palladino.

A conversa de 90 minutos, mediada por Stacey Wilson Hunt, revisitou a carreira de Sherman-Palladino desde o início — quando ela abandonou um teste para Cats para escrever em Roseanne. “Eu não deveria estar aqui. Era para ser bailarina”, confessou, lembrando seus anos de treino desde os 4 anos. “Foi mal, mãe!” (Sua mãe, Maybin Hewes, estava na plateia e gritou a mesma frase de décadas atrás: “Espero que isso dê certo!”). E deu, sim! Além de alavancar sua carreira, o trabalho em Roseanne a levou a conhecer Palladino em um encontro às cegas. “A primeira coisa que ouvi dela foi ‘Estou no inferno!’, e pensei: ‘É ela’”, ele recordou, rindo.

O caminho até Gilmore Girls, porém, foi turbulento. Lauren Graham quase não aceitou o papel por estar em outro seriado, e Sherman-Palladino evitou conhecê-la até o último momento para não se apaixonar. “Ela entrou, disse a primeira fala, e eu pensei: ‘Droga!’”, lembrou. Mesmo após o sucesso, a relação com a emissora foi conturbada. “Ligavam toda semana dizendo: ‘A rede está decepcionada com você’”, até que ela deu um ultimato: “Ou me demitem, ou param de me ligar”. Não a demitiram — e mandaram flores depois do piloto.

Já em The Marvelous Mrs. Maisel, Sherman-Palladino teve liberdade total. Com orçamento generoso e uma equipe de The Sopranos, ela e Palladino criaram um fenômeno que conquistou 22 Emmys. Agora, em Étoile, ela volta ao balé, sua paixão de infância, em uma trama que une Nova York e Paris. “Dirigir é como coreografar”, explicou. Ao final, quando questionada sobre suas conquistas, ela evitou sentimentalismos: “Isso a gente avalia quando morre”. Mas, por um instante, a dureza cedeu: “Ter todas essas pessoas juntas… sinto falta delas todos os dias”.


Este artigo foi inspirado no original disponível em variety.com

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