O quarto e aparentemente último capítulo da icônica franquia Bridget Jones foi lançado justamente a tempo para o Dia dos Namorados, estar disponível no Peacock nos EUA e nos cinemas via Universal em todo o mundo, incluindo o Reino Unido. “Bridget Jones: Mad About the Boy”, baseado no terceiro romance de Helen Fielding, traz de volta a solteira diarista do cinema, agora nos anos 2020, como uma viúva com dois filhos pequenos e que está nervosamente reingressando no cenário dos encontros amorosos.
Nesta história, que soa consideravelmente mais emocional do que as anteriores, Bridget ainda consegue manter o essencial do romance e da comédia. Para o diretor Michael Morris, “Mad About the Boy” marca apenas seu segundo longa-metragem, e veio a ele após um encontro casual com Fielding na casa de um amigo. Ao descrever a história do romance, Morris pensou imediatamente em como seria se misturasse “Bridget Jones” com “Truly Madly Deeply”.
“Mad About the Boy” apresenta Bridget como uma mãe solteira de dois filhos, ainda se recuperando da morte do marido, Mark Darcy (Colin Firth), quatro anos após o falecimento. Com o apoio de amigos, incluindo o ex-namorado Daniel Cleaver (Hugh Grant), Bridget decide reingressar no mercado de trabalho e no cenário dos encontros amorosos, encontrando-se romanticamente envolvida com um amor mais jovem (Leo Woodall), que ela conhece no Tinder, e com o professor de ciências do seu filho (Chiwetel Ejiofor).
Morris, cujo primeiro longa-metragem foi o bem-sucedido “To Leslie”, que levou Andrea Riseborough ao Oscar, observou que, apesar de “To Leslie” e “Mad About the Boy” serem muito diferentes, ambos compartilham uma conexão. “Eles têm muito DNA em comum, com mulheres flawed e cativantes no centro de cada cena. Ambos os filmes mostram essas mulheres ajustando seu comportamento para seguir em frente,” explica.
A direção de Morris foi atraída pelo roteiro que balanceia a dor e a comédia. “Ela está passando por algo muito familiar a muitas pessoas. A dor, como conceito, não é comumente vista em comédias, mas a vida é uma mistura de comédia, tristeza, alegria e surpresas. Queremos que o público se divirta e ria, mas também queremos espaço para as partes mais emocionais da história.”
O filme veio a Morris quase por coincidência, após um encontro com Helen Fielding em uma reunião social. Fielding descreveu o livro e a morte de Mark Darcy, o que imediatamente o fez pensar em uma mistura de “Bridget Jones” com “Truly Madly Deeply”. Morris também esteve envolvido no processo de seleção de elenco, trazendo de volta os atores favoritos, como Renée Zellweger, Hugh Grant e Colin Firth, e introduzindo novos talentos, como Chiwetel Ejiofor e Leo Woodall.
Morris defende que as primeiras películas de Bridget Jones, embora possam parecer datadas, nunca tiveram a intenção de ser misóginas. “Acredito que os cineastas estavam apenas iluminando, de forma cômica, as pressões que existiam na época. Renée sempre abordou Bridget com calor e a vê como uma representação de mulheres que lidam com essas pressões. Agora, as pressões são diferentes, como a perfeição exigida pelas redes sociais,” explica.
Com “Mad About the Boy”, Morris busca manter o charme e a hilaridade esperados de uma película de Bridget Jones, enquanto aborda temas mais pesados, como a dor e o envelhecimento, de uma maneira autêntica e honesta.