Chefes do “Pulse” Analisam Dinâmica de Danny e Xander, com Comparação a “Grey’s Anatomy” e Planos para Temporada 2

ALERTA DE SPOILER: Esta entrevista revela detalhes importantes de Pulse, agora disponível na Netflix.

A relação entre os residentes do pronto-socorro Danielle “Danny” Simms (Willa Fitzgerald) e Xander Phillips (Colin Woodell) sempre foi o coração da série Pulse. Ao longo de 10 episódios, o drama médico — primeiro da Netflix no gênero em língua inglesa — explora as complicações de um romance entre um superior (Phillips, residente-chefe no quarto ano) e uma subordinada (Simms, no terceiro ano). Depois de uma declaração mútua de amor durante um retiro médico virar uma briga sobre as consequências de revelarem o relacionamento, Danny, seguindo o conselho da irmã Harper (Jessy Yates), denuncia Phillips por assédio sexual. Com um furacão se aproximando de Miami, a chefe do departamento de emergência, Natalie Cruz (Justina Machado), mantém Phillips no plantão mas nomeia Danny como residente-chefe interina — uma decisão polêmica que intensifica os rumores sobre o passado do casal.

Após o furacão, que durou três episódios, Danny e Phillips precisam lidar com suas visões conflitantes sobre o romance. Phillips acreditava que Danny havia consentido livremente, enquanto ela, embora apaixonada, sempre temeu ser acusada de “subir na carreira por meio de relacionamentos”. No final, Danny percebe que o RH não pode dar o que ela realmente quer — um pedido de desculpas de Phillips por colocá-la naquela situação — e retira a queixa. Mas, após um conflito físico com o pai de um paciente, Danny corre o risco de perder o emprego devido à pressão da família de Phillips. Ao descobrir, ele quebra um acordo de confidencialidade para protegê-la e revela um erro médico fatal que seus pais encobriram. A honestidade abre caminho para uma possível reconciliação.

Em entrevista à Variety, os showrunners Zoe Robyn e Carlton Cuse detalham a construção do relacionamento complexo entre Danny e Phillips e antecipam o que pode vir na segunda temporada.

Zoe, como surgiu a ideia de Pulse?

Zoe Robyn: Nunca planejei escrever um drama médico. Queria explorar a relação entre Danny e Phillips — dois profissionais com uma dinâmica de poder desigual. A inspiração veio de uma experiência pessoal. Usei a história para processar medos e frustrações. O ambiente médico surgiu depois, como um pano de fundo intenso para amplificar as emoções da Danny.

Como diferenciaram Pulse de séries como Grey’s Anatomy?

Carlton Cuse: Evitamos copiar outros shows. Eu admirava ER, e Zoe era fã de Grey’s, mas criamos algo único. O foco sempre foi o relacionamento central, mostrado em flashbacks, enquanto desenvolvíamos personagens secundários cativantes.

Qual o estado do relacionamento no final da temporada?

Cuse: Queríamos um final ambíguo, como em The Way We Were. Eles se amam, mas há obstáculos — Phillips ainda será seu superior. A cena na praia mostra alívio para Danny, mas também deixa perguntas no ar.

E os outros personagens?

Robyn: Elijah (Jessie T. Usher) torna-se residente-chefe após manobras políticas, o que afastará Danny. Já Cole (Jack Bannon) precisa amadurecer, e Sophie (Chelsea Muirhead) lida com sentimentos não correspondidos por Camila (Daniela Nieves). Há muito para explorar em uma possível segunda temporada!

Quantas temporadas imaginam para a série?

Robyn (rindo): Infinitas! Cuse: Talvez repensemos lá pela 24ª…

Entrevista editada e condensada.


Este artigo foi inspirado no original disponível em variety.com

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