Steel Hunters transforma os embates eletrizantes entre Megatron e Optimus Prime em uma experiência tática e metódica, mesclando elementos de hero shooters e jogos de extração. Desenvolvido pela Wargaming, conhecida por World of Tanks, o jogo de batalhas entre mechas chega em acesso antecipado no Steam em 2 de abril.
Durante a Game Developers Conference em São Francisco, tive a oportunidade de jogar uma demonstração do jogo há algumas semanas. Lá, pude testar sete mechas com designs incríveis—desde modelos humanoides inspirados em Gundam até robôs baseados em ursos e cachorros. A jogabilidade lenta e estratégica se mostrou intensa nos confrontos, mas um tanto monótona nos momentos de exploração.
Um dos principais modos do jogo coloca seis duplas em um mapa extenso, repleto de drones, suprimentos e pontos de interesse. Cada equipe surge em um dos oito locais pré-definidos, distantes o suficiente para evitar conflitos diretos no início da partida.
O combate em Steel Hunters segue um sistema de progressão semelhante ao de MOBAs: os jogadores eliminam drones e robôs para acumular energia e desbloquear habilidades especiais e ultimates, usados depois em batalhas. Por isso, os primeiros minutos das partidas que joguei foram lentos e repetitivos.
Com meu mecha-urso Ursus, chutei drones, eliminei outros com a arma equipada e coletei a energia que deixaram cair. Como o equipamento é definido antes da partida, não há a emoção de saquear itens durante o jogo, como em battle royales, o que deixou a fase inicial um pouco sem graça.
No entanto, quando as batalhas contra outros jogadores (ou bots, no caso do demo) começaram, a experiência ficou muito mais empolgante. As habilidades únicas de cada mecha entraram em ação, e a coordenação com meu companheiro de equipe (controlado por IA) foi essencial. Com o mecha-aranha Weaver, usei um escudo estilo Reinhardt para proteger meu aliado enquanto descarregávamos nossos projéteis no inimigo.
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Este artigo foi inspirado no original disponível em pcgamer.com.