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Valdina de Oliveira Pinto, amplamente conhecida como Makota Valdina (1943–2019), foi uma educadora, líder religiosa, ambientalista e ativista baiana de grande relevância na história recente do Brasil. Nascida no bairro do Engenho Velho de Brotas, em Salvador, atuou durante décadas como professora da rede municipal de ensino, integrando a educação formal ao resgate e à valorização da história e da identidade afro-brasileira. Em sua militância social, destacou-se no combate intransigente ao racismo, na defesa dos direitos das mulheres negras e na preservação de territórios comunitários e ambientais.
No âmbito religioso, foi confirmada como Makota — posto de assessora e conselheira da autoridade máxima no Candomblé de tradição Angola — no Terreiro Tanuri Junsara, recebendo o nome de Makota Zimeuanga. Transformou sua vivência espiritual em uma potente plataforma política e pedagógica contra a intolerância religiosa, consolidando-se como porta-voz do respeito às religiões de matriz africana. Sua trajetória, registrada em palestras, atuações em conselhos culturais e no livro de memórias Meu caminhar, meu viver (2013), permanece como uma referência fundamental de sabedoria ancestral e mobilização social.
A mão direita de Makota Valdina descansa sob o queixo, como se ela tivesse acabado de ouvir algo importante e guardasse a resposta com calma. O sorriso sereno e os óculos de armação retangular dão ao retrato uma presença acolhedora, atenta e muito própria.
Esse gesto transforma o desenho em mais do que um rosto de frente. Ele sugere reflexão, escuta e firmeza, qualidades ligadas à trajetória de Makota Valdina como líder religiosa e ativista negra. As linhas do rosto, dos olhos e da boca merecem cores suaves, para preservar essa expressão tranquila.
Nas dobras do turbante tradicional, experimente misturar dois tons próximos, como azul profundo e azul-acinzentado, deixando as partes mais internas um pouco mais escuras. Assim, o tecido ganha volume sem perder a delicadeza do traço. O mesmo recurso funciona nas golas e nos tecidos sobrepostos da roupa.
Colorir Makota Valdina é uma maneira bonita de se aproximar de uma figura de sabedoria, memória e resistência, prestando atenção a cada detalhe do seu rosto.
Use dois tons próximos da mesma cor: o mais claro nas áreas abertas das dobras e o mais escuro nos encontros do tecido. Um lápis macio ajuda a criar transições suaves.
O gesto compõe um retrato sereno e reflexivo, valorizando sua expressão de escuta e sabedoria. Ele também torna a pose mais íntima e próxima.