Mulheres Negras na Ciência: Conheça 10 Pioneiras Brasileiras

Conheça 10 mulheres negras pioneiras na ciência brasileira, com um desenho para colorir e dois caça-palavras temáticos. Medicina, engenharia, literatura e mais.
Ao longo da história do Brasil, muitas mulheres negras abriram caminhos em áreas que, por décadas, foram reservadas quase exclusivamente a homens brancos. Médicas, engenheiras, matemáticas, historiadoras, advogadas e escritoras: cada uma dessas pioneiras enfrentou barreiras de gênero, raça e classe para deixar sua marca no conhecimento produzido no país.
Neste artigo, você vai conhecer 10 dessas personalidades, reunidas em um único desenho para colorir, além de dois caça-palavras para testar o que aprendeu. Vale um esclarecimento: usamos aqui o termo “ciência” em seu sentido mais amplo, reunindo tanto as ciências exatas e da saúde quanto as ciências humanas e sociais — todas igualmente fundamentais para entender e transformar a sociedade.
🎨 Colorir as 10 pioneiras
Antes de conhecer a história de cada uma, que tal colorir esse desenho reunindo as 10 personalidades? Colora online ou baixe o PDF em alta qualidade para imprimir!
Mulheres Negras na Ciência para Colorir
Conheça as 10 pioneiras
1. Maria Odília Teixeira (1884–1970) — Medicina
Nascida em São Félix, no Recôncavo Baiano, Maria Odília foi a primeira mulher negra a se formar em medicina no Brasil, concluindo o curso pela Faculdade de Medicina da Bahia em 1909 — sendo, na época, a única mulher (e a única pessoa negra) em uma turma de 48 alunos. Também se tornou a primeira professora negra da mesma instituição, dedicando boa parte de sua carreira ao combate de epidemias no interior baiano.
2. Enedina Alves Marques (1913–1981) — Engenharia Civil
Primeira mulher a se formar em Engenharia no Paraná e primeira engenheira negra do Brasil, formada em 1945. Teve papel central no Plano Hidrelétrico do Paraná, participando da construção da Usina Capivari-Cachoeira. Ficou conhecida por uma frase que resume sua trajetória: “Eu quis ser engenheira para provar que a mulher negra pode ser o que ela quiser.”
3. Léila Gonzalez (1935–1994) — Ciências Humanas
Doutora em Antropologia, é considerada uma das maiores intelectuais das ciências humanas da América Latina. Foi pioneira ao formular o conceito de “Amefricanidade” e dedicou parte de seus estudos à interseção entre raça, gênero e classe social.
4. Beatriz Nascimento (1942–1995) — História
Historiadora e pesquisadora da UFRJ, revolucionou a forma de estudar a história afro-brasileira ao redefinir o conceito de quilombo como um espaço vivo de resistência e recriação cultural — indo muito além da ideia de simples refúgio do passado.
5. Luiza Bairros (1953–2016) — Sociologia e Ciência Política
Doutora em Sociologia pela Michigan State University, dedicou sua carreira acadêmica ao estudo das relações raciais e à formulação de políticas públicas no Brasil. Chegou a ocupar o cargo de ministra da Igualdade Racial no governo Dilma Rousseff.
6. Eliza Maria Ferreira Veras da Silva (1944–2025) — Ciências Exatas
Uma das primeiras mulheres negras a obter doutorado em Matemática no Brasil, tornou-se a primeira professora doutora do Instituto de Matemática e Estatística da UFBA, com contribuições marcantes para o ensino e a pesquisa em análise matemática.
7. Carolina Maria de Jesus (1914–1977) — Literatura
Uma das autoras brasileiras mais traduzidas no mundo, com obras publicadas em mais de 40 países. Em Quarto de Despejo (1960), retratou com crueza a realidade da periferia e da desigualdade social, tornando-se referência internacional nas ciências humanas.
8. Esperança Garcia (século XVIII) — Direito
Reconhecida pela OAB como a primeira advogada do Brasil. Escravizada no Piauí, escreveu em 1770 uma carta denunciando maus-tratos — considerada a primeira peça jurídica produzida por uma mulher no país, mesmo sem ela ter exercido formalmente a profissão.
9. Antonieta de Barros (1901–1952) — Educação e Política
Primeira mulher negra a assumir um mandato parlamentar no Brasil, em 1934, e primeira deputada de Santa Catarina. Educadora e jornalista, criou um curso de alfabetização e foi autora do projeto de lei que deu origem ao Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro.
10. Maria Firmina dos Reis (1822–1917) — Literatura
Considerada a primeira romancista da história do Brasil, é autora de Úrsula (1859), o primeiro romance abolicionista escrito em língua portuguesa. Professora no Maranhão, fundou em 1880 uma escola mista e gratuita, décadas antes do fim da escravidão no país.
🔤 Caça-palavras: as pioneiras
Você lembra o sobrenome de cada uma delas? Teste sua memória neste primeiro caça-palavras!
Caça Palavras: Sobrenomes das Pioneiras
🔤 Caça-palavras: áreas e conquistas
Agora é hora de testar o que você aprendeu sobre as áreas em que cada uma delas atuou!
Caça Palavras: Áreas e Conquistas
Um legado para as próximas gerações
Da medicina à literatura, passando pelo direito, pela matemática e pela política, essas 10 mulheres provaram — cada uma à sua maneira — que o conhecimento também é um território de luta e de resistência. Conhecer suas histórias é um passo importante para que outras meninas negras se enxerguem nesses mesmos espaços no futuro. Agora é sua vez: colora o desenho e teste seus conhecimentos nos caça-palavras!
